Saíram as primeiras informações do SP Jam e da BGS.
O SPJam é uma maratona de desenvolvimento de games, cujo objetivo é realizá-lo em 48 horas. Uma das coisas que eu acho bem legal do evento é que existem duas categorias: uma de jogos digitais e uma de jogos analógicos. Uma ótima oportunidade para qualquer interessado. Visitem o site oficial para mais informações!
Já a BGS é a maior feira de games da américa latina. Atingiu bastante sucesso nos últimos anos. Era realizada no Rio de Janeiro, mas esse ano virá para São Paulo e, a partir daí, alternará entre os dois estados. Mais informações podem ser vistas aqui e no site oficial abaixo:
Lembrando que uma lista com concursos muito legais já foi citada aqui, entre eles o Square Enix Latin America Game Contest 2012, que receberá os jogos de 01 a 31 de agosto. Inclusive, o KotakuBR realizou uma entrevista muito boa com o presidente honorário da Square Enix, que visitou o Brasil, em que ele demonstra estar muito otimista com o futuro da indústria no Brasil. Confira!
Alguns dias atrás noticiei aqui que Moacyr Alves Jr., o principal nome por trás da Acigames e do Jogo Justo, tinha sido nomeado Conselheiro Titular de Jogos Eletrônicos e Conteúdos Digitais do Ministério da Cultura. Inclusive disse que aceitava com otimismo, já que acreditava ser um passo do governo a realmente começar prestar atenção no mercado brasileiro. A reação geral que eu percebi, porém, era de desconfiança, tanto por ser uma medida do governo, como por diversos problemas que as pessoas apontam nas iniciativas realizadas por Moacyr Alves, inclusive muitos acreditam que é apenas uma forma dele se promover.
Foram noticiadas nessa semana declarações de Moacyr que geraram muita polêmica e muita revolta em todos os cantos da internet. Nelas, ele ataca principalmente o Steam e outros métodos de distribuição online de jogos, onde ele diz que a prática é ilegal pois não existe legislação e não pagamos imposto, e que pretende criar uma taxação específica para esse tipo de comércio. Uma afirmação completamente errada, sendo que todos pagamos o IOF toda vez que compramos algo no Steam e, para citar o que disse o gamer Ricardo Pasqual no Twitter: “Lógica do Moacyr: Não existe regulamentação pra plantar bananeira, logo é ilegal plantar bananeira.” As declarações foram feitas em uma entrevista feita pelo programa Checkpoint. Segue abaixo o vídeo (a o bloco em si começa em 11:10, a entrevista aos 12:30 e a declaração polêmica aos 13:50)
Outra declaração foi feita no Facebook:
A ACIGAMES divulgou uma carta aberta, em reposta à repercussão das declarações:
CARTA ABERTA A IMPRENSA, ASSOCIADOS E CONSUMIDORES
SÃO PAULO, 25 DE ABRIL DE 2012.
A ACIGAMES (Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games), na figura do seu presidente Moacyr Alves Junior vem manifestar-se publicamente a respeito da polêmica criada sobre sua participação no programa Checkpoint no dia 29 de março de 2012 e também a entrevista concedida a edição de número 33 da Revista Arkade do mesmo mês.
A associação e nenhum de seus membros, associados e parceiros, incluindo o presidente, possui a intenção ou sequer poderes para impor e/ou defender novas taxas ou alíquotas sobre qualquer tipo de produto ou serviço relacionado ao mercado de games nacional perante ao Governo Federal, podendo apenas agir como conselheira, através de estudos, sempre em benefício do nosso mercado e consumidores.
Em nenhum momento durante a entrevista, ficou explícita a intenção ou necessidade de que fosse aplicadas tributações ou penalidades a empresa citada ou ao modelo de negócio, mas sim criar formas de regulamentar a maneira como as mídias digitais são classificadas e distribuídas no Brasil por empresas estrangeiras, afim de criar uma competição saudável promovendo oportunidades para todos, inclusive para a entrada oficial destas empresas em nosso mercado, de acordo o objetivo inicial da criação da ACIGAMES, que é promover a legalidade, classificação, distribuição e desenvolvimento, tendo em vista o crescimento e profissionalização do mercado nacional.
Ressaltamos ainda que todas as ações e projetos da ACIGAMES em prol do mercado brasileiro seguem moldes e exemplos de outras associações que lutam pelo mercado em qual atuam, valorizando seus associados, parceiros e principalmente consumidores.
Mais uma vez reforçamos que a ACIGAMES não tem poder e intenções políticas. Apenas interesse em mostrar ao governo as oportunidades e benefícios que este mercado pode oferecer, sempre vislumbrando o crescimento do mercado, a geração de empregos e a visibilidade dos talentos brasileiros.
A ACIGAMES em nenhum momento foi procurada por estes veículos que tentam difamar o nome da associação e suas ações, para pedir explicações ou mesmo conceder o direito de resposta, impondo suas próprias opiniões, que não refletem a atual realidade.
Moacyr Avelino Alves Junior
Presidente
Segue uma lista de textos muito bons noticiando o assunto:
Recomendo fortemente tentarem lerem esses textos, para se informarem melhor sobre o caso. Para mim é muito triste que as poucas iniciativas reais que existem no Brasil levem a coisas como essa.
Duas ótimas notícias vindas da Valve. A primeira é que Portal 2 receberá um editor de níveis incrivelmente intuitivo de usar. Uma ótima oportunidade para quem possui o jogo treinar um pouco de level design. A data prevista é 08/05.
Trailer (com Cave Johnson!)
Preview de como o editor irá funcionar:
A outra notícia é que a Valve pretende lançar o Steam para Linux. Você pode obter mais informações aqui (possui até imagens de testes realizados com Left 4 Dead 2). Os rumores indicam que a Valve pretende lançar alguma versão beta pelo menos até o fim do ano (espero que não seja em Valve time xD). Espero que funcione igual funciona no Mac, que possibilita online cross-plataform =D. Uma notícia muito boa para os usuários de Linux e uma iniciativa que promete melhorar o cenário de jogos na plataforma.
Jogos “blockbusters” ou “AAA” normalmente envolvem orçamentos de milhões de dólares e licenciamento de caras e avançadas engines e ferramentas. Mas você está errado se você acha que não há espaço na indústria para ferramentas de código aberto (open source).
Mari0
Atualmente temos uma rica disponibilidade de engines open source, tanto 2d quanto 3d, cujas possibilidades facilmente rivalizam com as de engines comerciais. Entre as mais conhecidas estão a Ogre3d, a Panda3d e a Irrlicht para 3d, e a LÖVE, a bibiloteca Allegro e a Construct para 2d. Diversas outras podem ser conhecidas aqui (a lista, porém, mistura algumas engines gratuitas, mas comerciais).
Entre os jogos de destaque que utilizam essas engines, temos o Torchlight (que utiliza a Ogre3d) e o mari0 (citado no post anterior, usa a LÖVE). A Panda3d, nascida dentro de um estúdio de games da Disney, também tem um histórico de jogos comerciais, como o Toontown. Além disso, existem vários jogos menores e demos que mostram claramente o poder que essas ferramentas possuem.
Torchlight
Também tem seu destaque softwares livres mais famosos que podem contribuir significativamente no desenvolvimento de jogos, como o GIMP (manipulação de imagens), o Blender (modelagem 3d) e o LibreOffice (suite de aplicações de escritório). O Blender, inclusive, possui sua própria engine incluída no programa.
Porém, uma das maiores contribuições que ferramentas open source pode acabar passando despercebidas. Linguagens de programação como Lua e Python são amplamente usadas na indústria. Além delas, existe uma infinidade de bibliotecas menores mas que trabalham de alguma forma na imagem, som, física, I/O , instalação, capacidades online, ou seja, em tudo de um jogo. Box2D, PhysicsFS, zlib, libpng, SOIL, libvorbis, nullsoft, OpenSSL, são só alguns poucos exemplos. Um exemplo típico pode ser observado aqui.
O USPGameDev mantém o código aberto tanto de sua framework, quanto de seus jogos, podendo ser acessados no repositório do grupo: https://github.com/uspgamedev
Amanhã, 26/04, o USPGameDev realizará uma palestra discutindo mais sobre o assunto, participando da I Semana de Sofware Livre da USP. A palestra será realizada das 12h às 13h30, no Auditório Jacy Monteiro – bloco B do IME/USP. Além da palestra, haverá também uma Oficina de Desenvolvimento de Games com Software Livre, das 14h-16h, na Sala C1-10, prédio do Biênio, Poli-USP. Não perca!
Nessa última sexta-feira (13/04) realizei a segunda edição do meu curso de Lua na USP. Algumas novidades agregaram-se a isso e resolvi colocar aqui o pacote completo.
Em primeiro lugar, a linguagem de programação Lua ganhou o prêmio de melhor ferramenta de programação no desenvolvimento de jogos de 2011, como o próprio site dela anuncia. Além disso, desde o final do ano passado, está lançada a versão 5.2 da linguagem, embora não tenha visto muito uso dela por aí. Provavelmente porque alguns padrões foram modificados de maneira a haver diversos conflitos (principalmente no uso de módulos) com as versões 5.1 e 5.0.
No que diz respeito ao meu curso, dessa vez eu tive a decência de produzir um material didático básico (no caso, slides). Está disponível no nosso repositório de cursos, para todos que quiserem. Provavelmente sofreferá melhoras ao longo desse mês (até porque há mais uma turma do curso ainda), portanto fiquem de olho.
E, por último, aviso que a NOVA VERSÃO DA ENGINE LÖVE FOI FINALMENTE LANÇADA, e está cheias de melhoras (como suporte a utf8 e um renovado sistema de eventos) e novas funcionalidades (como a possibilidade de fazer seus próprios shaders!). Se você não conhece ainda a LÖVE, ela é uma das mais simples e versáteis engines de gráficos 2D para desenvolvimento de jogos que já vi. É incrivelmente fácil de protipar suas ideias e já existem jogos muito interessantes implementados com ela, como o mari0.
A primeira é uma pesquisa sobre o mercado brasileiro em geral: quantas pessoas tem um console em casa, quais são os mais populares entre outros dados. Achei superficial demais, mas dados oficiais são bem vindos, sinto que eles são escassos por aqui.
A segunda fala da entrada de Moacyr Alves no governo como Conselheiro Titular de Jogos Eletrônicos e Conteúdos Digitais do Ministério da Cultura. Moacyr Alves é a pessoa por trás de iniciativas como o Jogo Justo e ACIGAMES. Aceito com otimismo essa notícia: apesar da desconfiança com atitudes do governo, acho que qualquer passo em frente ainda é válido.
Ainda na segunda notícia está sendo divulgado o Censo Gamer BR 2012. É uma iniciativa da ACIGAMES para reunir mais dados sobre o mercado consumidor nacional (de forma a suprir a deficiência desses já mencionada). Acho legal o pessoal responder e contribuir.
A disseminação dos jogos eletrônicos atingiu nos últimos anos um alcance impressionante. É um mercado novo onde qualquer pessoa com uma boa ideia pode participar. Os serviços de compra online de jogos, principalmente para smartphones e tablets, são surpreendentes por serem bons e baratos. Hoje é difícil imaginar como era restrito esse mercado. Até o início da década de 90, os videogames preponderavam e os jogos para computadores eram poucos. Quase tudo era por importação, não existia distribuidora. E, como não tinha internet, a mídia se fazia necessária, o que deixava os jogos bem caros.
Um outro fator era a língua. A maioria dos jogos eram em inglês e não existia nenhuma preocupação quanto a isso. Pela legislação atual todo produto importado tem que possuir explicações de uso em português. Não que isso signifique a tradução do conteúdo, mas sim a fácil interpretação do manual e das informações externas à caixa do produto.
Às vezes o tempo para ter acesso a um jogo era muito longo. Graças às feitas de tecnologia, como a Fenasoft, era possível, com certo atraso, comprar os famosos jogos da LucasArts. No mais, tínhamos que nos contentar com Poker, Paciência, Campo Minado e um ou outro jogo de Pinball. As grandes produções ficavam fora do país. Hoje essa realidade mudou. No ano passado, a venda de “unidades de videogame” foi de 935 mil (contra 642 mil em 2010) e foram vendidads mais de 7 milhões de cópias do jogo do jogo The Elder Scrolls V: Skyrim.
Além disso, poder elaborar jogos através de jogos, como é o caso do Little Big Planet 1 e 2, abriu uma série de possibilidades. É claro que desenvolver um jogo do zero, com novas bibliotecas, como é o caso do USPGAMEDEV, demanda tempo, infraestrutura e pessoal preparado. No entanto, imaginar que crianças de 8 anos estão criando jogos é fantástico (Fica difícil pensar em como um professor vai educar essa criança. Será que a aula tradicional ainda funciona?).
E todo esse movimento parece interminável. Com os jogos online, que dispensam mídia, e que muitas vezes estão disponíveis em diversas línguas, lançados ao mesmo tempo em todo o mundo, as barreiras parecem não existir mais. É um novo mundo de entretenimento que pode ter um capital de giro promissor.
A dúvida fica na regulação, distribuição e aplicação das diversas legislações. Como garantir que um jogo produzido no Japão, que possui seus valores e cultura, é apropriado para menores de 18 anos no Brasil? Seria interessante ter uma Itunes global ao invés de uma Itunes Brasil? Isso significaria um preço justo a todos? Como não existe um salário mínimo mundial, faz sentido pensar em uma padronização dos preços? Como será o imposto sobre um produto comercializado fora do país, adquirido através da internet, sem exercício de trabalho de nenhum brasileiro, mas que é consumido por um? Tais questões necessitam ser pensadas para ampliarmos ao máximo o acesso aos games.
A Mozilla disponibilizou um MMORPG bem simples feito todo em HTML5. O jogo em si é bem simples e curto, mas vale uma conferida (especialmente se você estiver com algum amigo).
Segue o link: http://browserquest.mozilla.org/ (Atualmente não roda no Internet Explorer, pois ele não suporta a tecnologia de Websockets utilizada no jogo).
Além disso, eles disponibilizaram o código fonte: https://github.com/mozilla/BrowserQuest. Sensacional do ponto de vista didático, sendo possível aprender tanto sobre HTML5, quanto sobre game design.
Acho que finalmente percebi o potencial da tecnologia, pensando que é só o meu browser que está processando tudo isso…
Integrar Worpdress, SMF, Mediawiki, (+bonus: páginas de doxygen automáticas) sem precisar de um CMS? Feito! Agora só falta o bug tracker... 3 months ago